Muita gente se pergunta qual o motivo de diversos exames serem feitos quando as pessoas estão em jejum. A resposta tem tudo a ver com as demandas corporais necessárias para que os exames tenham os resultados efetivos. De acordo com as questões científicas, há duas razões pelas quais é necessário fazer exames em jejum. Quer saber qual o porquê de fazer exames em jejum? Fique de olho neste artigo e tire todas as suas dúvidas.
Por que fazer exames em jejum?
Conforme citado no início do texto, muita gente tem dúvidas de quando é necessário fazer exames em jejum. Os exames precisam ser feitos em jejum por conta de dois motivos essenciais. A primeira delas é a fisiológica. Alguns parâmetros considerados nos exames de sangue tais como colesterol, glicose, transaminases modificam os seus valores quando ingerimos alimentos.
O jejum de oito horas permite medir os níveis de certas substâncias sem ocasionar interferências por conta da ingestão de alimentos. A glicose e os lipídeos são alguns dos parâmetros que podem sofrer variações depois de comer. Inclusive, é importante citar que a glicose é um dos índices mais medidos nos exames de sangue. Embora esta primeira razão já seja suficiente para compreender e justificar a realização de exames em jejum, há também um segundo motivo que precisa ser considerado.
Interferências
Quando nos alimentamos, ingerimos substâncias que passam ao meio sanguíneo. Desta forma, a mostra de sangue fica mais turva e cheia de partículas fisiologicamente relevantes e isso pode interferir nos resultados obtidos pelos equipamentos. Esta interferência nos insumos e nos equipamentos acontece devido a que estes são produzidos para analisar a sangue " limpa".
Sobre este último motivo citado, é importante ressaltar que no manual de instruções das máquinas são frequentemente detalhadas as condições necessárias para que os equipamentos proporcionem resultados fieis. Embora tenham sido desenvolvidas novas técnicas ao longo dos anos, é relevante analisar a amostra de melhor qualidade. Neste sentido, as amostras de sangue sem outras partículas alheias a sua composição ainda são consideradas as melhores.
Outro ponto relevante a ser explanado no texto, é que a maior parte dos especialistas assume que os parâmetros de normalidade dos exames são padronizados a partir dessas condições ideais obtidas no jejum.
Mesmo que o jejum não influencie em outras questões como o grupo sanguíneo os anticorpos de doenças infecciosas como o HIV, deve-se buscar potencializar os resultados dos exames feitos no intuito de avaliar outros parâmetros além destes citados recentemente.
Crianças também devem aderir ao jejum?
Os únicos pacientes que estão liberados do jejum obrigatório na maior parte dos exames são as crianças pequenas, em especial, os que ainda se alimentam com leite materna. Estes não podem ficar em jejum por pelo menos oito horas.
No caso das crianças, é difícil que uma amostra seja de má qualidade por conta de uma alimentação matinal rica em lipídeos, por exemplo. No entanto, pode ser deficiente por conta da dificuldade técnica de captar uma amostra de sangue em tão tenra idade.
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